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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Museu Sarney deve reabrir nesta segunda

A notícia do fechamento, na sexta-feira, 16, causou insatisfação nos moradores do Desterro, bairro beneficiado pelas ações sociais da instituição.

São Luís - A Fundação da Memória Republicana, museu que abriga o acervo do ex-presidente José Sarney (PMDB), deverá voltar a funcionar nesta segunda-feira, menos de 72 horas após a presidente da instituição, Anna Graziela, ter anunciado o fim das atividades por conta da exoneração de 48 funcionários e a suspensão no repasse de recursos.


O governador Flávio Dino (PCdoB) montou uma comissão composta por representantes do governo, especialistas técnicos e pessoas do bairro para avaliar a situação da fundação. A notícia do fechamento, na sexta-feira, 16, causou insatisfação nos moradores do Desterro, bairro beneficiado pelas ações sociais da instituição.

De acordo com o governo, a comissão vai ser responsável por continuar com as atividades já desenvolvidas na instituição, que abriga o Convento das Mercês. Há também promessa de ampliar a programação após estudos das necessidades e demandas da comunidade.

"Vamos manter as atividades em prol da comunidade e ainda ampliar a programação", explicou o secretário de Articulação Política e Assuntos Federativos, Márcio Jerry. Atualmente, a FMRB oferece às crianças e aos jovens do bairro do Desterro e adjacências projetos de reforço escolar, cursos profissionalizantes e curso pré-vestibular.

A presidente Anna Graziela Costa se disse surpresa com a decisão do governo de criar uma comissão. "Sinceramente, confesso que estou estarrecida. Há uma lei até hoje em vigor, e não tenho conhecimento de que essa lei foi modificada, que me confere a função de presidente do órgão. Não fui comunicada da reabertura e nem nunca fui acionada por qualquer pessoa do governo, mesmo já tendo empreendido esforços para que essa interlocução ocorresse", afirmou. Ela disse ainda não entender o motivo do governo em não querer dialogar com ela.

Segundo o governo do Estado, desde o dia 2 de janeiro, a fundação está sob a gestão da secretaria de Cultura. A responsável pela pasta, Ester Marques, informa: "Essa comissão que assume hoje a fundação realizará estudos sobre a estrutura do prédio, sobre as atividades já desenvolvidas e sobre o importante acervo histórico ali presente".

Atualmente a Fundação da Memória Republicana abriga uma exposição permanente sobre a vida do ex-presidente José Sarney, assim como duas temporárias relacionadas ao Porto do Itaqui e a Casa da Química. Inúmeras outras atividades são desenvolvidas no espaço, como a Banda do Bom Menino, que oferece a crianças em contexto de vulnerabilidade social, uma oportunidade de aprender tocar instrumentos, assim como colônia de férias e ações culturais. O Convento das Mercês também é um local de movimentação turística.

Fonte: www.em.com.br em 19.01.2015

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Museu Sarney custa R$ 8,1 milhões ao estado e pode ser privatizado

O governador do Maranhão, Flávio Dino, pediu um estudo à sua equipe para que pode demonstrar a viabilidade da privatização.

O novo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), pediu à sua equipe um estudo que pode levar à privatização da Fundação José Sarney, que custou R$ 8,1 milhões aos cofres públicos maranhenses desde sua estatização, em 2011.


A fundação foi criada pelo próprio Sarney - adversário político de Dino - e tem a incumbência de preservar o acervo de documentos, homenagens e presentes recebidos por ele no período em que foi presidente da República, de 1985 a 1990. Institutos semelhantes criados por outros ex-presidentes, como Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardozo, são mantidos com doações de apoiadores.

Segundo dados da Secretaria de Planejamento do Maranhão, os R$ 8,1 milhões foram gastos de 2012 a 2014. O dinheiro inclui despesas com salários, serviços de manutenção e investimentos.

De acordo com a Secretaria de Gestão, o museu de Sarney tem 48 funcionários, todos em cargos de confiança. Ou seja: nenhum fez concurso público para as vagas que ocupam. A folha de pagamento gira em torno de R$ 174 mil mensais.

Personalismo

O estudo solicitado por Dino deve ajudá-lo a decidir o rumo da fundação nos próximos anos. Seus secretários afirmam que a instituição pode até continuar sob a alçada estatal, mas terá orçamento reduzido e precisará mudar o serviço.

"A diretriz politica do governo é fazer com que a fundação seja da memória republicana e não do culto à personalidade de um ex-presidente. Se tiver que permanecer pública, que não use recursos públicos para fins privados", diz o secretário de Articulação Política, Márcio Jerry.

A privatização, segundo o secretário, é uma possibilidade que dependerá do resultado das análises. No momento, afirma, a equipe quer entender a "natureza da instituição". "Partimos do pressuposto que é uma instituição bancada por recurso público, mas que não tem função pública muito clara", diz.

A estatização da Fundação Sarney ocorreu em 2011 por iniciativa da então governadora Roseana Sarney (PMDB), filha de José Sarney. Ela enviou um projeto com esse teor, em regime de urgência, para a Assembleia Legislativa. Sua ampla maioria na Casa garantiu a aprovação. O nome formal da instituição passou então a ser Fundação da Memória Republicana Brasileira (PMRB). O museu é aberto ao público de segunda à sexta, das 8h às 19h. Aos sábados, das 8h às 12h. A entrada é gratuita.

'Stálin'

Em resposta às críticas da gestão de Flávio Dino, José Sarney comparou o adversário ao ditador soviético Josef Stalin. "Nunca fiz nenhuma promoção pessoal minha ali. O Stalin é que mandou refazer a enciclopédia russa, retirando o nome dos que não apoiavam o regime e a ele mesmo; exemplo maior, Trotsky", disse Sarney em nota enviada à reportagem.

No último domingo, 11, em artigo publicado no jornal "O Estado do Maranhão", Sarney afirmou que aceita de volta o acervo que doou à fundação. "Se não quiserem, devolvam-me", escreveu. O ex-presidente disse ainda que acervos de ex-presidentes são considerados, por lei, como patrimônio nacional protegido. "A FMRB é hoje um grande monumento cultural, o mais visitado do Estado, e tem prestado grandes serviços educacionais, culturais e turísticos."

A reportagem não conseguiu contato com Roseana Sarney e seus assessores.

Fonte: www.em.com.br em 14.01.2015